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terça-feira, 31 de julho de 2007

Fim

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No peito um pesar
Na boca um esgar
No corpo a paixão
Na face um senão.
Angústia que vem
Que a chuva mantém
Nas mãos uma flor
Nos olhos, a dor.

Todas as cores
E todos os amores
Se cansaram
Se acabaram
De tanto sofrer
De tanto querer
De tanto lutar
Até esquecer

E no final
(porque tudo tem fim, afinal)
Sem flores
E sem dores
Nos Açores
Dessas águas
Que meus olhos vertem,
Me inundam.
E como um dilúvio
que tudo arrebata,
Traz-me o alívio...
E me mata.

3 comentários:

carol disse...

LINDO!
Achei lido demais, o efeito de gradação que vc usou ao terminar foi tudo de bom!
bjus

Claudya disse...

Vim te conhecer (sou amiga da Danusia - Hipermoderna). Quem disse que no brejo só tem sapo e perereca! No brejo tb. tem poesia! Parabéns. Belo blog! Já estará linkado. Bjos

Red Letters disse...

Belas palavras que demonstram sua sensibilidade.
Sou fã deste tipo de texto, e o seu está maravilhoso.
Ps.: o que será que está acontecendo com a princesa ameba???
Abraços, querida.
Fica com Deus.