quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Expectativas

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ex.pec.ta.ti.va
s. f.
1. Situação de quem espera uma probabilidade ou uma
realização em tempo anunciado ou conhecido.
2. Esperança, baseada em supostos
direitos
, probabilidades ou promessas.
3. Estado de quem espera um bem que se
deseja e cuja realização se julga provável.
4. Probabilidade.
Sinônimo.: expectação.


Certa vez participei de um encontro de auto-ajuda (Insigth) e, embora muita gente jogue todas as pedras disponíveis neste tipo de coisa, foi extremamente produtivo pra mim. Eu realmente aprendi muita coisa e me permiti pensar em coisas que me incomodavam mas que eu me recusava a encarar.

Bem, nunca me esqueci de algumas frases que o palestrante disse várias vezes: "De uma forma ou de outra, você sempre será responsável pelas coisas que acontecem na sua vida pois, em algum momento, foi a sua escolha que o levou onde você se encontra hoje." e "Se algo não está bom, mude. Se você quer alguma coisa de alguém, peça!"

Claro que tais frases pedem um desenvolvimento para que várias ou muitas situações sejam analisadas, mas não é este o foco que eu quero hoje. O que eu quero focar é a expectativa que nós mesmos criamos nas pessoas que nos rodeiam e que acabam nos tornando escravos delas (as expectarivas).

Um exemplo simples: Se todos os dias às 11hs eu vou até o quintal com meus animais, dou carinho, carrego e brinco, eu crio neles a expectativa de que isso é o que eles devem esperar de mim, todos os dias às 11hs. Os animais tem seu próprio método para ver as horas mas, impressionantemente, eles sabem. Se eu não aparecer às 11hs, aos poucos eles começam a ficar inquietos e ansiosos. Os gatos vão até a porta ou janela e miam incansavelmente. Os cães ficam agitados e se irritam com qualquer barulho. Pois é, e são animais...

As pessoas são igualmente condicionáveis. Se você está sempre disponível para elas e um belo dia não, pode ter certeza que vai ser cobrado por uma coisa que nem é a sua obrigação, mas que você tornou parte de você.

Se quando as pessoas lhe procuram e pedem favores e você sempre está a postos, cuidado! Lembre-se que você é a pessoa que que você quis que eles conhecessem. O dia em que você se negar porque tem coisas pessoais para resolver, poderá ser vista como egoísta. Porque você se apresentou assim a todos. Você criou essa expectativa neles, da pessoa que sempre está pronta para ajudar e resolver problemas sem questionar.

Não digo isso aconselhando ninguém a ser mais egoísta ou mesquinho. Não! Apenas tome cuidado ao ser sempre algo que não é você, na essência. Você pode não conseguir continuar sendo essa pessoa para sempre.

O que me lembra uma outra coisa que vemos em todos os livros de auto-ajuda ou mesmo nos manuais indicados a pais: aprenda a dizer não! Comece a prestar atenção se não está deixando de fazer as suas coisas, os seus compromissos para estar sempre disponível aos outros. Você pode estar fazendo sem perceber, ou ainda, pode acontecer com uma certa frequência a necessidade de alguém tirar você de sua atividade sem que você analise o fato de que está se colocando sempre em segundo lugar. Como se a sua necessidade fosse sempre menos importante ou menos urgente que as dos outros. Com o tempo isso torna-se hábito e, quando você menos percebe, está vivendo para os outros.

Preste mais atenção às suas necessidades, às suas vontades. Permita-se estar disponível para você. Reserve dias ou mesmo horas só pra você. Ame-se mais, respeite-se mais, viva mais, a sua vida!

Claro, estou falando por experiência própria. Mas isso não importa, mesmo. O que importa é que não estou sozinha nisso.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Eu e o Inss

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Faz tempo que eu não apareço por aqui...

Assim, vou falar sobre algo que faz parte da minha vida há 14 anos e eu nunca tive vontade de falar: o Inss.

(Creiam, isso não me dá prazer nenhum, nem o assunto, nem o tempo de convivência forçada com esse órgão, mas preciso falar sobre isso.)

Vamos lá. Vou tentar não me deter em pequenos detalhes chatos e desnecessários para o entendimento da coisa toda. Já pensei em escrever um livro sobre, afinal, há muito o que contar, mas não é isso que farei aqui e sim, tentar mostrar a quem possa interessar que, não está sozinho.

Vou começar fazendo algumas considerações sobre coisas que aprendi em todos esses anos:

Procure trabalhar no que você gosta. Se isso não for possível, tente gostar do seu trabalho. Não, não é simples nem fácil mas, dentre todas as coisas que você faz, deve haver, pelo menos uma, que seja mais prazerosa que outras. Pois bem, esse será seu foco. Esse será seu ponto de apoio em cada umas das outras tarefas não tão agradáveis.
Passar o dia fazendo algo que não lhe agrada, cedo ou tarde vai lhe trazer problemas. Além dos problemas profissionais, é claro, virão problemas físicos e/ou emocionais. Seu corpo enviará sinais e "reclamações" e você terá que lidar com elas. Não há como ignorar quando o corpo se revolta com a rotina forçada e desagradável. O que me leva ao segundo ponto importante:

Não ignore os sinais do seu corpo. Ele está falando com você e ignorá-lo lhe trará problemas ainda maiores. Ele vai aumentar a intensidade dos sinais e pode chegar a gritar com você! É, o corpo grita, sim. Portanto, ouça, lhe dê atenção, procure ajuda especializada e cuide-se, sempre, desde o início dos sinais.

Se você não deu atenção aos sinais e agora sente que os gritos não podem mais ser ignorados, tenha em mente que, ninguém poderá avaliar a sua condição como você gostaria, nem mesmo as pessoas que lhe acompanham, amam e se dizem amigas (incluindo sua família). Assim, saiba que você é responsável por você, por seu corpo e sua mente. Cuide-se, mesmo!!

O preconceito que uma pessoa sofre no local de trabalho a partir do momento em que ela sai de licença (por doença, por acidente de trabalho, o que for) é algo a ser considerado. Sempre haverão os ignorantes falando sobre o que não conhecem. E sempre haverão aqueles que não querem conhecer, apenas se incomodam com o fato de você não estar lá, trabalhando e ralando como eles. Estes só pensam no fato de que terão que trabalhar mais para compensar a sua ausência).

Portanto, a grosso modo:
- busque algo prazeroso dentro do ambiente de trabalho, seja o melhor (em conhecimento, não o que trabalha mais), respeite as pausas e o seu ritmo, sorria mais, evite o stress (estresse), descanse.
- se perceber sinais de que algo está errado em você, dores, tristezas, nervosismos, qualquer coisa, não atribua levianamente ao excesso de trabalho ou qualquer outra coisa. Analise mais profundamente sua postura diante do trabalho, suas condições físicas e emocionais, procure um médico, um psicólogo, busque terapias alternativas, faça ioga, qualquer coisa que interrompa algo que você não é capaz de prever até onde pode ir.
- se nada disso resolveu ou se você só acordou depois que as coisas saíram do controle, igualmente, procure ajuda especializada e não se sinta culpado, nunca!!! As pessoas que o cercam podem fazer você se sentir culpado, envergonhado, com medo, mas lute e busque a sua cura, a sua melhora, antes que não haja muito mais a fazer.
- finalmente, esteja preparado para conhecer um lado do ser humano que não é agradável. Você conhecerá (até nas pessoas mais próximas) a ignorância, o preconceito, a inveja, a incompreensão, o descaso. Para isso, foque-se em sua melhora, em sua cura, em sua verdade, mesmo que às vezes você comece a duvidar de sua própria dor, mesmo que alguém lhe diga que você não tem nada ou que está se acomodando. É o seu corpo, é a sua mente, é a sua dor e de mais ninguém. Nunca permita que alguém lhe faça sentir-se culpado por ter o problema!

Até a próxima! (sim, terão muitas continuações)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Parabéns pra Bélgica!

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Um departamento do Governo belga lançou uma proposta incrível! (notem que esta é a primeira exclamação do post, porém, por mais que eu tente, terei que abusar delas, seja por estar agradavelmente suspresa, seja por estar absolutamente pasma)


Algo assim é raro e vale repassar a informação ao máximo de pessoas a fim de tentarmos conscientizar as pessoas (leia-se "governo") quanto à importancia dos cuidados com os animais, sejam eles gatos ou cães, domésticos ou indigentes, de raça ou não!


A Bélgica quer reduzir o excesso de animais das ruas e chegar a 2016 com todos os animais registados, vacinados e esterilizados!!! - isso envolverá o Serviço Federal de Saúde Pública)!!

Primeiro, esterilizarão os gatos dos centros de amparo aos animais (nós conhecemos como abrigo, gatil, etc.), em seguida os gatinhos dos criadores e, por fim, os domésticos.
O governo belga lançou a proposta de esterilização de todos os gatos do país até 2016, tentando combater o excesso da população felina!

O Serviço Federal de Saúde Pública pretende começar o processo de esterilização em 2011, e continuar por cinco anos, seguindo a ordem estabelecida.

REPITO: O objetivo é que, em 2016, todos os gatos estejam identificados, registrados e esterilizados!!!

Este projeto é consequência de numerosos problemas que o excesso de gatos abandonados (inclusive por seus donos) está causando no país!
"Durante 2009, mais de um terço dos 37 mil gatos dos centros de apoio da Bélgica tiveram que ser sacrificados perante a impossibilidade de encontrar um lar para todos."!!!!!!!!!!



Na cidade de Charleroi (200 mil habitantes, praticamente como aqui na minha cidade, Bragança Paulista) há entre 4 mil e 6 mil gatos sem donos, o que gera preocupações de limpeza e saúde pública, além do sofrimento animal!!!
Dos 589 municípios belgas, 207 têm já algum tipo de plano para promover a esterilização dos gatos a fim de lutar contra a superpopulação dos felinos!

A Gaia, uma organização de defesa dos direitos dos animais, lançou recentemente uma campanha a favor da medida!

Fonte: 1 e 2

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Festa pra quem?

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Meu filho fez aniversário esta semana. Não queria festa, não queria bolo, nada!
Ok, eu deveria ter acatado sua vontade mas, o que eu fiz? Um churrasco! Hoje, quatro dias depois do aniversário, reuni a família com um belo churrasco, muita carne, arroz, farofa cheia de coisinhas, maionese, molho vinagrete, refrigerante, cerveja, bolo (com dois andares!!), tudo gostoso!

Bem, lá pelo meio da festa eu parei e me toquei que estava cansadíssima, virando de um lado pra outro pra dar conta de tudo, e meu filho estava lá, sentadinho com a namorada numa mesinha, nem aí pra tudo o que eu estava fazendo ou o que tinha pra comer. Então eu me perguntei: pra quem afinal eu fiz esse churrasco? Por que raios eu me meti a fazer uma festa que o próprio aniversariante deixou claro não querer?

Pensei muito nisso depois que tudo acabou. Passei duas horas limpando, lavando, guardando... e pensando. Será que fiz a festa pra mim? Será que eu é que estava querendo aquela bagunça toda?

Então eu percebi que, bem ou mal, algumas fichas caíram. Preciso repensar muitas coisas, preciso analisar o que anda acontecendo comigo, preciso voltar a escrever (sempre me fez tão bem), contar pra quem quer que seja o que se passa aqui dentro de mim, colocar pra fora minha loucuras.

É isso, estou voltando, me aguardem!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Uma História de Esperança

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No dia 25 de Julho de 2009 Marley saiu para passear e não voltou mais. Era um gato bonito, muito bonito. Amarelo e peludo, filho de mãe persa e pai siamês, era um gato vistoso e manso. Não gostava muito de colo e às vezes até se esquivava se tentássemos pegá-lo, mas era apenas uma maneira de ser. Eu dizia que ele era metido.
Quando ele sumiu eu achei que alguém poderia ter gostado dele (era difícil não gostar) e levado para casa. Não queria acreditar que ele poderia estar morto em algum terreno da vizinhança. Para ser sincera, tentei manter este pensamento pois me dava a esperança de que ele estivesse bem, em algum lar amoroso.
Durante todo o mês seguinte eu saí para procurá-lo. Andava com o carro com os vidros abertos e chamava por ele, sem parar, por toda a vizinhança, num raio de um quilomentro, diariamente. Vários dias fui chamada por algum vizinho que dizia ter encontrado um gato amarelo no quintal. Eu ia até lá e constatava, desanimada, que não era ele. Era um outro gato amarelo da redondeza, menos peludo e muito bravo. Estava cansada mas ia verificar, todas as vezes. Até que ninguém mais chamou.

Ontem, dia 20 de Setembro de 2009, 57 dias dias depois, o telefone toca. Minha irmã que mora em um bairro vizinho, umas cinco ou seis quadras de minha casa, me conta que um gato amarelo, muito parecido com o Marley, está escondido embaixo do carro de sua filha. Ela me conta que o viu na janela da sala, através do vidro. Saiu para vê-lo melhor, mas ele se assutou e se escondeu embaixo do carro. Me disse para levar uma lanterna pois a lâmpada da garagem estava queimada.
Peguei minha lanterna e fui, dividida entre a esperança de reencontrá-lo e a sensação de perda de tempo (aquela sensação que eu já conhecia após tantos alarmes falsos).
Quando cheguei lá vi minha irmã deitada no chão, tentando atrair a atenção do gato amarelo. Juntei-me a ela com a lanterna ligada. Era noite e a única coisa que eu podia ver com a luz da lanterna era os olhos dele, muito abertos, brilhantes e assustados. Fui chegando, chamando e falando com ele. Ele deu miado fraco e um fio de esperança passou pelo meu coração (Marley não sabia miar muito bem, normalmente só saía um som parecido com um miado).
Devagar, com muita paciência, conegui que ele chegasse mais perto. Minha irmã foi buscar um pouco de ração de sua gatinha para dar a ele e isso ajudou a aproximá-lo. Mas a garagem estava escura e só a lanterna não era suficiente. Fiquei lá uns 30 minutos, examinando cuidadosamente o que era possível sem luz. Outra coisa que também me chamou a atenção foi seu bigode mais curto do lado direito, coisa que ele trazia desde pequenino. Fora isso, era um gato magro, judiado, com os pelos maltratados, alguns pequenos ferimentos aqui e ali, as costelas saltadas e o olhar muito assustado.
Eu o trouxe para casa e o teste final foi o reencontro dele com meu outro gato e com minha cachorrinha. Foi muito bonito ver o jeitinho dela, dando focinhadas delicadas no pescoço dele, como ela fazia sempre para brincar. E a reação dele com isso (deitar tranquilo e esperar pela próxima focinhada) foi a prova final de que era mesmo o meu gato. Após 57 dias, sabe-se lá de onde, finalmente, Marley estava de volta!