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segunda-feira, 9 de abril de 2007

Apontar erros, faz parte?

co.men.tar: v. Tr. dir. 1. Explicar, interpretando. 2. Falar sobre. 3. Criticar, analisar.

É muito comum eu começar um post com uma palavra e seu significado original. Acho muito útil, nas vezes em que preciso que o leitor entenda o sentido do que digo com a vastidão de seu significado, que afinal, pode mudar toda a interpretação do mesmo. Hoje quero falar sobre o comentário analítico, onde o exame minucioso pode apontar erros que poderiam desmerecer o conteúdo daquilo que está sendo analisado, seja o que for.

Hum, acho que estou enrolando sem chegar a lugar nenhum. Serei clara então.

Confesso que os blogs que mais me atraem são aqueles que mostram o conteúdo das pessoas em toda a sua verdade, sua loucura e seus anseios que transparecem sem que a própria pessoa se aperceba disso. Gosto de sentir que aquele alguém sentou-se numa hora qualquer do seu dia, atribulado ou não e, como algo instintivo, deixou que seus pensamentos falassem através de seus dedos. É o lado mais nobre dessas tantas pessoas que blogam por aí e que talvez, ninguém as conheça por este lado em seu dia-a-dia. São apenas momentos em que é preciso colocar pra fora aquilo que está contido por um motivo ou outro. Qualquer que seja o assunto ou a linguagem, é lindo, porque é genuíno!

Mas, (ah, esse "mas"), eu tenho um lado "analista" que não consigo controlar. Dificilmente consigo ler algo sem pular aos meus olhos os "errinhos de português", como se brilhassem e piscassem para mim... e mergulho num pensamento recorrente de que aquela pessoa, talvez gostasse de saber onde errou (por simples falta de conhecimento), e se sentisse premiada por ter tido o direito de desfazer tal erro e tornar-se melhor, deixando seu texto mais bonito e agradável.

Não sei se isso é um ilusão de minha parte mas, gostaria da opinião de todos que passarem por aqui em relação às famosas "críticas construtivas". Tenho visto textos lindos em que o coração reina e os sentimentos fluem mas, com errinhos na escrita que acabam por desmerecer o conteúdo. Não me acho perfeita e estou longe disso. Apenas percebo quando uma pessoa tem a intenção de fazer as coisas da melhor forma possível e, se eu puder ajudar, por que não?

Então, eu pergunto:
Devo dar minha opinião à pessoa, partindo do princípio que estou dando a ela a chance de melhorar, sendo que estou dando à ela o mesmo direito ou..
Fico quieta, supondo que ela pode não gostar do meu comentário (e me sinto em falta por me calar)?


(Não tem idéia do que estou falando? Clica "aqui e veja "quando é que A Vaca vai pro Brejo".)


Por favor, me ajudem nesse dilema (criticamente, se preferirem).

4 comentários:

david disse...

Minha cara Cíntia, fada deste brejo,

Entenda que muitas vezes o erro vem da pressa; sou clássico nisso.
Escrevo, xingo, tento esclarecer, mas depois que releio...a tal vaca está lá, não atolada, mas até o pescoço no brejo (que não o seu, claro).
Relegue ou sinta-se a vontade para 'botar reparo'.
Um abraço.

2° filhoo disse...

Qerida
Eu li tudoo, gostei de grande parte, se não tudo, vou passar a frequentar akii, é só lembrar..mas agora tá na memoria desse pc, intão eu vou sempre lembrar ;)
Qnto ao post, corrigir faz parte, ainda mais no teu caso, onde tuas correções são principalmente a quem é teu papel corrigir, q são as tuas crias. Já no mundo dos blogs, qndo vc corrige erros como os da 'vaca foi pro brejo', vc faz um favor em corrigir no lugar de xingar, pq eu xingaria hehehe

Bjãoo

Cintia disse...

=D Fico feliz com seus comentários. Parece que todo mundo concorda com a correção, desde que seja "com jeitinho"!
Agora, preciso pensar num "jeitinho"... tenho muito trabalho a fazer. =P

Blogue da Magui disse...

Realmente encontramos erros de português.No meu texto eu encontro depois que vou reler e já recebi visitas que, generosas, não corrigiram.Eu prefiro relevar. Não acho importante porque blogues não são exatamente textos literários . Se os textos tiverem erros grosseiros demais e repetitivos onde eu noto falta de capricho e ignorância mesmo,não volto.